Autoestima e autoconhecimento: o caminho para uma relação mais verdadeira com a sua saúde

Introdução: “Ah, então você já tentou de tudo, né?”

Quem nunca pensou, ou até falou, que tentou de tudo para melhorar a saúde, emagrecer ou se sentir melhor com o próprio corpo? Essa frase é comum, né? E ela revela uma crença de que, se a gente tentar TUDO, alguma coisa vai funcionar. Mas, na realidade, o que muitas de nós tentamos são soluções rápidas, receitas mágicas, dietas da moda, produtos milagrosos — tudo que vem de fora, que promete resultados instantâneos.

Se essas abordagens funcionassem de verdade, talvez já estaríamos lá, né? Mas, com o passar do tempo, muitas pessoas percebem que esse tentar de tudo – na verdade – é uma armadilha. Pois esses métodos geralmente não favorecem uma mudança verdadeira, duradoura, que respeite sua individualidade. Então, o que realmente faz diferença na construção de uma relação mais saudável com seu corpo e sua saúde é algo muito mais profundo: autoestima e autoconhecimento.

Este artigo fala exatamente sobre isso: entender quem você é, acolher suas emoções, sinais do corpo e criar uma relação mais verdadeira consigo mesma. Porque, na minha abordagem de nutrição comportamental e integrativa, sei que o maior potencial de transformação está em olhar para dentro.

Por que “tentar de tudo” muitas vezes não funciona na mudança de hábitos?

Na minha experiência com clientes, percebo que a maioria delas já tentou um monte de coisas: dietas restritivas, suplementos, receitas mágicas, cursos. E, geralmente, essa tentativa de TUDO vem acompanhada de esperança — de que, dessa vez, vai dar certo. Mas, na hora de aplicar essa abordagem, o que acontece?

A questão é que o “tentar de tudo” muitas vezes se apoia em soluções externas, que não levam em conta seu universo interior. Essas estratégias geralmente tentam mudar o que está fora, sem respeitar sua história, suas emoções, suas crenças e seus limites. Além disso, muitas dessas soluções prometem resultados rápidos, e, quando esses resultados não aparecem, gera frustração, culpa e uma sensação de que “não é capaz”.

Isso porque a verdadeira mudança exige um olhar atento para si mesma. É preciso entender suas particularidades, suas emoções, seus sinais de fome ou saciedade, suas inseguranças. É sobre criar uma relação de autoconhecimento e autoestima que traga segurança e autonomia na sua própria jornada.

Se você pensa que tentou de tudo, que nada funciona, pode ser hora de reconsiderar. Talvez o que esteja faltando seja um reconhecimento profundo de quem você é, do que te faz bem e do que precisa ser cuidado de verdade. Essa é a base da nutrição comportamental: olhar para dentro, com amor, e construir estratégias personalizadas.

Receitas mágicas e soluções externas: por que elas não resolvem seu problema real

A indústria da beleza, da dieta, do emagrecimento, do bem-estar, convencem a gente de que a solução está lá fora. Que um suco detox, uma dieta líquida, uma comprimido ou uma fórmula mágica vai resolver tudo. Mas, na prática, essas soluções muitas vezes só agravaram a sensação de frustração, de incapacidade, de insatisfação com o próprio corpo.

Por que isso acontece? Porque tudo que vem de fora não consegue tocar no que realmente está acontecendo dentro de você. A base de uma mudança verdadeira é o autoconhecimento: entender seus pensamentos, emoções, sinais do corpo. É entender o que sua rotina, seu contexto cultural, suas experiências de vida influenciam na sua relação com a comida e com seu corpo.

Existe uma grande diferença entre seguir receitas prontas e criar um cuidado que seja genuíno, autêntico. É preciso entender que seu corpo fala com você. Que a fome, por exemplo, tem muitas nuances: fome física, fome emocional, fome de atenção, de descanso, de carinho.

Ao aprender a ouvir esse diálogo interno, você consegue estabelecer uma relação mais verdadeira e segura com a sua alimentação. Sem regras rígidas, sem culpas, sem imposições externas. E essa transformação só acontece quando você permite que esse diálogo aconteça de forma amorosa, com autoconhecimento.

O que realmente importa: acolher emoções, sinais e criar uma relação de confiança

Na minha abordagem de nutrição comportamental, reforço que o cuidado com a saúde não é só uma questão de contar calorias ou seguir um plano rígido. É um processo que passa por você, pelos seus sentimentos, pelo que seu corpo realmente quer e precisa.

Por exemplo, muitas pessoas confundem ansiedade com fome, ou acham que precisam se alimentar de forma restritiva para emagrecer. Mas, na verdade, essas respostas são sinais do seu organismo e do seu emocional. Quando elas são acolhidas, entendidas e interpretadas, podemos criar um diálogo mais consciente com o corpo.

E esse diálogo só é possível com autoconhecimento — entendendo suas próprias emoções, seus gatilhos, suas inseguranças. Quanto mais você se conhece, mais confiança e segurança soma na sua relação com a comida, com seu corpo e com sua saúde.

Então, o que de fora não resolve, é preciso internalizar: entender, acolher, aceitar. E, a partir disso, criar suas próprias estratégias, que façam sentido para sua vida.

Por que o maior erro é seguir padrões de fora, ao invés de se olhar para dentro

A sociedade hoje impõe modelos de beleza, dietas, padrões de emagrecimento, que são muitas vezes inalcançáveis e desumanizam nossa relação com o corpo. É fácil se perder nesse bombardeio de “corpo perfeito”, “dietas milagrosas” e “soluções rápidas”.

O erro maior, porém, é achar que seguir esses padrões vai resolver seu problema. A verdade é que, ao tentar seguir aquilo que é imposto, você se desconecta de si mesma, de suas emoções e de sua essência. E, na prática, essa desconexão gera insatisfação, frustração, baixa autoestima.

Por isso, reforço: o caminho que realmente dá resultado é o da conexão com você mesma. Quando você se conhece, entende seus limites, celebra suas conquistas, acolhe suas emoções — aí sim, consegue construir um cuidado com a saúde que é sustentável, prazeroso e verdadeiro.

Essa conexão é que fortalece sua autoestima, te dá autonomia e te ajuda a criar uma rotina que respeita suas particularidades. É um caminho profundamente transformador.

O caminho da nutrição comportamental: individualidade, autoconhecimento e autoestima

Nenhuma pessoa é igual a outra. Nenhuma história, rotina ou emoção também. Por isso, o que funciona para uma pessoa, talvez não funcione para outra. E essa é a beleza da abordagem da nutrição comportamental e integrativa: ela respeita que cada um tem seu caminho, suas respostas e seus limites.

Quando você começa a entender a si mesma, a escutar seu corpo e a valorizar seu próprio ritmo, as possibilidades se abrem. É possível criar uma rotina de cuidados que seja sua, verdadeira, que faça sentido na sua vida e que, por isso, seja sustentável.

Essa é a grande vantagem de uma abordagem individualizada. Ao acolher suas particularidades, suas emoções e seu contexto, podemos construir uma relação de cuidado e amor com você mesma. E, assim, promover mudanças que realmente permanecem.

Conclusão: o seu maior aliado na mudança é você mesma

Se você está cansada de tentar de tudo e nada parecer funcionar, saiba que a resposta não está lá fora. O verdadeiro caminho para uma relação mais saudável com seu corpo e sua saúde começa dentro de você, com autoconhecimento, autoestima e amor próprio.

Permita-se ouvir seu corpo, acolher suas emoções, entender suas respostas. Vá devagar, respeite seu ritmo e construa hábitos que tenham sentido na sua rotina. Com essa conexão profunda, seus resultados serão mais duradouros, mais genuínos e mais felizes.

Lembre-se: ninguém conhece você melhor do que você mesma. E o cuidado mais verdadeiro é aquele que nasce de dentro para fora.

Vamos juntas? 💛

Com carinho,
Júlia Menezes
Nutricionista Comportamental e Integrativa

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Júlia Menezes

Nutricionista pela UFOP, Terapeuta corporal e Doula, com formações diversas em Terapia Cognitiva Comportamental, Saúde da Mulher e Ginecologia Natural, Terapia Cannábica, Terapia Sensorial. Propõe uma nutrição integrativa e gentil, que valoriza comida de verdade e respeita a história e ritmo de cada um. Sem dietas restritivas, tem como foco acolher o porquê das escolhas alimentares e como torná-las mais nutritivas e gostosas, envolvendo o contexto de vida, hábitos, sentimentos e demandas em saúde. Não se trata apenas de alimentação, mas de tudo que de alguma forma está relacionado a ela, sendo o conhecimento, consciência e prazer, as chaves para se estar em paz com a comida e corpo.

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